segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O que ando aprontando
Beijos.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Trecho de "Laurinha e o sumiço do fiozinho arrepiado"
" Laurinha acordou diferente àquela manhã. Uma preguiça inexplicável envolvia desde o seu dedinho bem pequenininho até aquele último fiozinho de cabelo –aquele que insistia em ficar arrepiado, mesmo depois de a sua mãe puxá-lo e repuxá-lo às seis e meia da manhã e usar prancha alisadora. O rádio despertou no alarme, ela colocou na sua estação preferida e resolveu apertar o ‘snoose’, virou pro lado e voltou a dormir.Levantou cheia de energia, passou pelo espelho e nem reparou que aquele fiozinho estava no lugar; seguiu até o banheiro, procurou sua escova de dente no lugar de sempre, mas não a encontrou, olhou ao seu redor, procurou sua toalha preferida, mas cadê?No lugar, tinha uma outra toalha de cor indefinida, resolveu tocá-la: era tão macia! Continuou. Pensou: “Vou usar essa toalha mesmo. Mamãe deve ter deixado ela aí pra mim.” Deu,então, um PUXÃOZÃO na bichinha e ouviu um GRITO:
—AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
E Laurinha na mesma hora retribuiu o G R I T O – que foi bem maior, é claro! –
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Gritou e saiu correndo desesperada, largando a fofa toalha no chão e batendo a porta do banheiro com força. Desceu as escadas rapidamente, chamando pela sua mãe, sem obter resposta. Olhou-se num espelho de cristal enorme que tinha na sala e reparou no fiozinho arrepiado: Opa! Ele não estava arrepiado! Como podia ser? Aquele fiozinho arrepiado acompanhava-lhe desde que nascera!
Quando sua mãe trouxe-a ao mundo, o fiozinho estava lá. Laurinha não conseguia se imaginar-sem ele, aliás, não podia imaginar sua vida sem ter que tentar desarrepiá-lo. Parecia estranho, mas era o que sentia. Sentou no tapete e começou a chorar: Mamãe, cadê você? Fiozinho, cadê você? E a minha toalha? Eu não quero mais tomar banho! Cadê a minha escova de dente?? Eu não vou tomar banho nunca mais...
De repente ouviu-se um espirro, na verdade dois espirros. Êpa! Três, quatro... seis. Laurinha deu um pulo: o tapete movimentava-se pra cima e pra baixo. Correu pra se esconder atrás do sofá. Mas dessa vez resolveu espiar.Só deixou sua cabeça visível. O tapete de franjinhas piscou pra ela e disse..."
Essa estória está à procura de editoras. Adote-a e faça uma criança e uma escritora bem felizes.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Lançamento do livro"Um soneto para Machado de Assis"
Cabe lembrar que o soneto "Olhos de Ressaca", de minha autoria está nesse livro.
Veja as fotos:



domingo, 23 de agosto de 2009
Mais um pouco de poesia

MEMÓRIAS DE UM MUNDO VÃO
(Ana Cristina Rosito)
Já se faz tarde.
Não mais me espanto com cara feia
Nem bonita
Nem com um sim ou não
Se te encontro seca à beira de um lugar qualquer
Ou de um ataque de nervos
E se te perco num apartamento de um cômodo apenas
Ou se te acho numa mansão em frente ao calçadão
Se imaginares assim
Podes tomar um vinho rascante e sorrir
E me convencer de que é bom
Irei tomá-lo com prazer
E me sentirei bem
Como quando como mel
Não mais pergunto por que estou surdo,
Cego ou mudo
De ideais
O mundo não me corresponde nem mesmo
Quando lhe envio um e-mail
In:Dimensões