quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ai, como sou curiosa... :)

      Minha paixão pelas palavras está se tornando mais do que uma paixão, um vício.

     Não é que na segunda-feira, estava lendo o jornal "O Globo"e li "oficina de luthieria" numa reportagem sobre a preocupação dos músicos com o futuro da Sala Baden Powel em Copacabana.Aí me perguntei: o que é luthieria?

     Recorri ao meu vellho amigo Google e ele não me faltou. Fui parar num site chamado http://www.jornaljovem.com.br/ e lá estava:

"O termo luthier (lê-se lutiê) tem sua origem na palavra em francês para "fabricante de alaúde", um instrumento musical de cordas trazido do oriente médio pelos Cruzados e que era chamado "Ut". Também conhecido como luteiro ou lutiê, este profissional é especializado na construção e reparo de instrumentos de corda com caixa de ressonância, tal como violão e violino, sopro, percussão e teclado. Ele regula, restaura, transforma, reforma e adapta instrumentos musicais, além de construir peças e acessórios personalizados de acordo com as exigências e vontades dos músicos. Também é sua função orientar os clientes sobre a conservação de seus instrumentos, elaborar laudos técnicos e orçamentos.

 Além de montar e desmontar instrumentos, o luthier sabe desmembrar componentes mecânicos, elétricos e eletrônicos, confeccionar peças para reposição, trocar peças e acessórios, soldar e colar componentes e afinar corretamente os instrumentos. Quem constrói também conhece sobre madeiras, tipos de construções e acabamento de superfície, como pinturas personalizadas.
  
 Verdadeiros experts em marcas, modelos, ligações e acessórios, esses profissionais podem ser consultados sempre que você quiser modificar a parte elétrica, regular seu instrumento ou pedir dicas para conseguir tirar aquele som que você sempre quis, pois, o que parece simples à primeira vista, pode ser um perigo para seu instrumento.


 Vale lembrar que instrumentos construídos por um luthier, os chamados custom ou customizados, são, em geral, mais caros do que os fabricados em larga escala. Isso porque todo o processo é feito de forma artesanal e com os componentes escolhidos pelo músico. Em compensação, você tem um instrumento único e com a sua cara.


Campo de trabalho


  A oficina de um luthier é uma luthieria, termo que designa a arte da construção de instrumentos. Muitos luthiers aprendem a profissão em família ou com mestres na arte. Mas saiba que, no Brasil, existem escolas especializadas na formação de luthiers e que não é preciso ser um virtuose(sic) para realizar o curso. Até quem não toca pode se tornar um luthier.


  Além de trabalhar em sua oficina ou em grandes fábricas, este profissional pode atuar como técnico de som, roadie e vendedor de lojas de instrumentos. 


  No Brasil há muitos profissionais da luthieria cujos instrumentos estão nas mãos de músicos nacionais e internacionais em razão de sua alta qualidade técnica e sonora."

     Problema resolvido? Não. Durante a minha busca, encontrei a palavra "roadie".fazer o quê?É incontrolável.Amigo, Google, vamos nós.

    Cheguei, então, ao blog http://roadiesbrasil.blogspot.com/2010/11/girias-e-expressoes.html e lá estava: "ROADIE - Ajudante do músico que monta, desmonta e regula os instrumentos."

         E foi ali que também descobri um novo significado para "banana", "banheira", "cabelo" e tantas outras, dentro das gírias do mundo da música. Ah,também aprendi uma nova expressão:" Rodar a lâmpada", que significa "Complicar ou fazer hora. Equivale à gíria "cozinhar o galo"."

         E aí me dei conta de que conheço tanta gente que adora "rodar uma lâmpada"... E como...rsrsrs

         Beijinhos.
            
           

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma nova semana começa

Comemorar é preciso. Viver é preciso. Comemorar a vida e as amizades é imprescindível.
Amigos,
tenham uma excelente semana!
Um enorme beijo em seus corações.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/06/mae-de-aluno-e-suspeita-de-agredir-professora-em-escola-no-rio.html

Texto enviado por profº do Estado ao Programa do Faustão após a entrevista de Amanda Gurgel

Gostaria de acrescentar alguns dados ao que foi colocado pela Prof. Amanda Gurgel no programa de hoje.

Sou professor do Ensino Médio no Estado do Rio de Janeiro e nossa situação é quase idêntica a que foi colocada.

Eu digo quase porque temos alguns agravantes que passo a relatar:

1 – Recebemos alunos oriundos do Ensino Fundamental que muitas vezes sequer sabem ler e, quando sabem, não conseguem entender o que leem.
2 – O Governador prometeu, na campanha do primeiro mandato, colocar na Sec. Est. De Educação pessoas oriundas da Educação. Já está no segundo mandato e NUNCA cumpriu a promessa. Ao contrário disto, colocou pessoas com formação técnica que estão tratando a Educação como um número a ser melhorado esquecendo que Educação está ligada a área de Ciências Humanas, ou seja, lida com gente, pessoas.
3 – O Governador pinta, à frente das luzes e câmeras, um cenário maravilhoso pra nós mas, nos bastidores, estamos sendo humilhados, ameaçados e fiscalizados. Na verdade, está sendo imputada a nós a culpa pela situação da Educação no Rio de Janeiro e, da mesma forma, colocada sobre nós a responsabilidade por reverter esta situação.
4 – O mesmo Governador, ainda na primeira campanha, prometeu incorporar aos salários a gratificação chamada de “Nova Escola” mas somente no final do primeiro mandato apresentou um plano de incorporação em parcelas que só será concluído em 2015. O lado mais sórdido disto é que os professores que já recebiam esta gratificação não estão ganhando nada além do que já ganhavam e estão condenados a ficar sem aumento até 2015.
5 – Ainda na frente das câmeras, o Governador diz, por exemplo, que “os professores ganharam notebooks” fazendo o público acreditar que TODOS os professores tem notebooks e que estes foram dados. Isto está longe de ser verdade. Nem todos os professores receberam o notebook e os que receberam tiveram que assinar um termo se comprometendo com a devolução em caso de aposentadoria, exoneração e até mesmo licença médica por mais de 90 dias. Assim sendo, não ganhamos nada.
6 – O Plano de Metas que será usado para calcular uma possível gratificação tem aberrações que tiram pontos das escolas como:
a) Índice de alunas grávidas (como se nós tivéssemos como determinar o que cada aluna pode ou não fazer com o seu corpo).
b) Índice de alunos(as) que apresentam problemas de envolvimento com drogas (como se nós pudéssemos entrar em sala e perguntar: “Quem aí usa drogas????”).
Como se não bastasse, o tal plano tem por objetivo indireto, colocar professores e profissionais de ensino uns contra os outros. Explicando: Se um professor falta muito, mesmo que o diretor faça o que deve ser feito (registrar a falta, dar advertência, etc). a escola perde pontos e, consequentemente, todos as pessoas lotadas na escola perdem.
7 – A evasão escolar está sendo usada apenas para o que o Governo chama de “Otimizar turmas”, ou seja, extinguir turmas com MENOS DE 30 ALUNOS formando turma com até 50-60 alunos.
A consequência disto, além é claro da queda de qualidade das aulas e aproveitamento dos alunos, e a perda de carga horária do professor fazendo-o procurar a Coordenadoria para conseguir alguma escola para complementar a sua carga.
Neste caso, na maioria das vezes ele acaba tendo que mudar sua rotina radicalmente e se for assim ainda tem que dar graças a Deus pois como o processo se otimização acontece em toda a rede, são muitos os professores com carga horária “roubada” e muitas escolas com turmas “otimizadas”
É o Governo diminuindo a carência de professores pela diminuição do número de turmas (algo como acabar com a pobreza matando os pobres).
8 – Como não poderia ficar de fora, temos também a questão do salário. Um professor recém empossado tem como salário líquido R$ 681,44. Somente no início deste ano letivo passamos a receber auxílio para transporte e mais nada.
O Governo vem falando de um auxílio cultural mas até agora nada está certo.
Quanto à alimentação, vale o que foi dito no seu programa. Oficialmente o professor é PROIBIDO de se alimentar com o que é servido aos alunos.
Mas não recebemos nenhum auxílio alimentação…

Enfim, estamos vivendo uma crise geral onde nós professores nos vemos pressionados, sem recursos, sem dinheiro, sem futuro, sem apoio da sociedade, sem qualidade de vida, sem convívio familiar.... resumindo, vivendo sem vida.