sábado, 19 de agosto de 2023

LIVRO "MEU PÉ DE BRIGADEIRO": algumas curiosidades

   
  Meus queridos leitores, é com muita alegria que posto aqui o convite para o lançamento do meu terceiro livro infantil "Meu pé de brigadeiro". Este ano tem sido bem desafiador e  concretizar mais esse projeto é motivo de muita comemoração.
     O nome da minha personagem é Tininha. Esse nome foi escolhido, pois é meu apelido de infância e sempre que alguém daquela época ainda me chama assim aquece meu coração. Além disso, neste ano, eu perdi vários tios de coração e eu precisava materializar todo carinho que tenho por eles trazendo toda a delicadeza e criatividade desse meu eu que ainda existe em mim.  
     Outra informação bacana sobre esse livro é que eu amo brigadeiro e é um doce que me lembra festa entre amigos e família. Também me lembra a minha avó, minhas festas de aniversário com todo mundo reunido (Amo fazer aniversário!). Enfim, pensar em brigadeiro é pensar em coisas boas sempre. 
     Também pensei sobre a questão de compartilharmos aquilo que é bom para multiplicarmos coisas boas. Acredito que se não for para espalhar o bem, melhor não espalhar nada a ninguém. ( Eita! Até rimou! Rs)
     Uma novidade sobre esse livro é a nova parceria com a Editora Panóplia e com Andreia Marques e Ed. Soares. As ilustrações estão lindas! O livro todo está divino! 
     Bem... Prestem atenção nos ambientes, na criação das outras personagens que aparecem no livro, nas reações da personagem principal. Nada foi feito sem levar em conta os detalhes e agradeço demais ao Ed e a Andreia pela parceria.
     Espero que vocês gostem, pois eu estou apaixonada por esse livro que foi pensado e elaborado por todos com muito profissionalismo e carinho. Seguem as datas de lançamento do livro:
Beijinhos.
   

quarta-feira, 29 de março de 2023

FALHAR E ACERTAR

     Não há um manual que ensine a viver. Talvez um livro ou outro consiga ajudar aqui ou ali, mas a única pessoa que vai construir a sua vida é você mesmo. As pessoas que nos cercam acrescentam nessa construção com ações positivas ou negativas. É preciso apenas saber usar bem todas as experiências pelas quais você forçosamente passará. 
     A vida não tem filtro ou dedinhos de curtida ou painel de seguidores. É preciso saber enfrentar as situações nem que seja fazendo um movimento de sair de cena.      
     Não é possível consumir felicidade como se consome um combo em uma rede de "fast-food" nem pedir felicidade em um delivery. Felicidade são pequenos momentos que devem ser saboreados enquanto eles duram. Essa busca constante por momentos infinitos de satisfação e de recompensa tem deixado a humanidade mais pobre de sentimentos e com pouca- ou nenhuma- capacidade de lidar com frustrações. 
     A busca pelo dinheiro fácil, a desvalorização do trabalho pelas novas gerações e a arte sendo mecanismo de distração e não de enriquecimento intelectual são posicionamentos lamentáveis que já começam a trazer danosas consequências para a sociedade. Talvez, quando as pessoas respeitarem umas as outras, haja uma mudança significativa nas relações, entretanto, parece que elas estão sem vontade de ouvir o que o outro tem a dizer. Existem algumas crenças congeladas que se perpetuam de boca em boca ou de teclada em teclada que são muito prejudiciais tanto para o coletivo quanto para o indivíduo. Uma dessas crenças é de que o professor é um herói. Heróis no sentido em que são vistos nas histórias em quadrinhos ou em filmes de sucesso absoluto são, em sua maioria, sobre-humanos. Professores são humanos e estão adoecendo e morrendo por não terem superpoderes e enfrentarem um problema real que talvez nem muitos professores tenham se dado conta ainda. 
     Assim, com alguns anos e alguns outros tantos vividos, tenho tentado aprender do jeito que posso, atenta aos sinais que a vida me dá através das pessoas e das situações que me cercam. Tenho tentado ouvir também os sinais do corpo que grita quando é agredido- basta prestar atenção nele. Claro que não é fácil ser, ser de verdade, mas viver é tentar e tentar de novo, porque tanto falhar quanto acertar fazem parte da vida.

sábado, 5 de novembro de 2022

TIOS E TIAS

Eu sou de uma geração de muitos tias e tias. Não me refiro aos também especiais tios e tias de sangue cuja conta é finita. Refiro-me aos pais e mães dos coleguinhas da escola ou dos vizinhos da rua ou da região. Àqueles que colocavam merthiolate no nosso joelho machucado, carregavam-nos no colo após uma torção ou faziam um lanche deliciosamente inesquecível. Àqueles que a vida inteira são cumprimentados com todo amor e carinho como "tio"/ "tia" ao passarmos por eles pela rua mesmo que nós já tenhamos mais de 40 anos. Àqueles que ainda nos chamam pelo carinhoso apelido da infância e que nos olham do mesmo jeitinho de quando calçávamos tamanho menor que 30. Perder um tio ou tia desses é perder um pedaço da infância; é ser lembrado de que a vida passa muito rápido e de que ela só vale a pena se demonstrarmos diariamente o nosso amor pelas pessoas. Hoje meu dia ficou mais triste com a noticia de que o tio Edmundo se foi.Não mais o verei caminhando com o cachorro ou voltando das compras; nem o ouvirei me chamar de "Tininha". Bonsucesso hoje ficou mais triste. E eu também. Um beijo carinhoso na Márcia e na Kátia, suas filhas, e na tia Neide. * Uma semana depois, perdemos o tio Manoel, o que também me doeu muito. Assim, dedico esse texto também para ele e deixo um beijo carinhoso para a tia Zezé, para seus netos e para sua filha Fatinha. (Atualizado em 29/03/2023)

sábado, 6 de novembro de 2021

O QUE NÃO ENTENDEMOS

     

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     Aquilo que não entendemos dói mais em nós. Quantos de nós não sentimos angústia por um acontecimento não entendido, por uma palavra não compreendida, por um gesto não interpretado? A dúvida trazida por aquilo que não compreendemos ou por aquilo que nos negamos a compreender, torna-se uma tortura em nossa rotina, desviando-nos do foco anterior de nossas vidas e desequilibrando nossas células. 

     A morte repentina de uma pessoa tão jovem e cheia de vida como a cantora Marília Mendonça choca-nos ainda a todos e, provavelmente, afetar-nos-à até em nossos pequenos momentos. Tal acontecimento faz-nos buscar respostas e, independentemente das nossas crenças, traz-nos reflexões semelhantes acerca da fugacidade da vida . Afinal, já dizia Lulu Santos em sua canção "Como uma onda ", de 1983: "tudo muda o tempo todo no mundo".

     Nós, seres humanos, não aprendemos a perder. Perder na nossa sociedade é sinônimo de fracasso. Além disso, perder o controle das situações é uma tortura, pois temos dentro de nós uma falsa crença de que somos donos de todos os nossos passos. Muitas vezes acreditamos também termos o controle dos passos dos outros e geramos falsas e temerárias expectativas que levam desde a superficiais até profundas frustrações capazes de mudar nosso comportamento social.

     A verdade é que não sabemos nada sobre o nosso futuro. Como digo no poema  "Caminhada" que pertence ao meu primeiro livro publicado em 2008 intitulado "Dimensões": "Tudo nessa vida é transitório/ Não há como nos prendermos à margem do rio". O que posso dizer é que precisamos aprender com a vida; aprender não só com a nossa vida, mas com o rumo que toma a vida de outras pessoas. 

     Pergunte-se:O que eu, verdadeiramente, quero para mim?  O que é possível realizar?

    Precisamos  compreender  que cada um possui a sua história  e que todos os acontecimentos são lições, basta que observemos mais e não nos deixemos "tomar caixote" à beira do mar de nossas vidas. Ma, caso uma onda mais forte dê-nos uma rasteira, que aprendamos a levantar, sacudindo a areia que, geralmente, preenche as roupas de banho. Isso é viver.

     Marília Mendonça, uma das representantes do  fenômeno"feminejo" tão estudado para a composição da  dissertação do meu mestrado em  Letras Vernáculas cujo título é  "As formações X-nejo no português do Brasil: uma análise construcional", de 2017, trouxe, em suas músicas, letras que empoderam as mulheres Assim, "Ir a motel", "chorar em bar' ou "dar o troco" que, anteriormente, apareciam em canções interpretadas só por homens durante a ascensão do Sertanejo Universitário, tornam-se presentes na fala feminina. 

É uma pena  que uma das " patroas" tenha  nos deixado tão cedo,entretanto,  a história que ela construiu ao longo da sua breve vida aqui na Terra através de suas canções de "sofrência empoderada" continuarão a influenciar a música brasileira e permanecerão influenciando seus fãs e a continuidade do trabalho realizado por cantoras como Maiara e Maraisa e por futuras gerações.

     Assim, que possamos aprender com esse acontecimento, dando a devida importância ao momento presente. Que nossa angústia transforme-se  em vontade de realização de nossos projetos mais queridos. Não deixemos nossa felicidade para amanhã. Não deixemos aquela visita para amanhã. Percebamos o outro que há em nós.Reconciliemo-nos com o outro, com nós mesmos e com a vida.Afinal, "Tudo passa, tudo sempre passará", mas o que fazemos agora é que construirá o nosso porvir, tornando-nos seres melhores ou não. 

Um forte abraço a todos com o desejo de dias mais leves e de momentos mais amenos, afinal, esses últimos anos têm sido bastante desafiadores. 

Ana Cristina Rosito