domingo, 13 de maio de 2012

A TODAS AS MÃES DO MUNDO




Encontro em teus braços
Refúgio constante das minhas dores
Um pedaço do céu só pra mim
Repleto de nuvens de algodão
Que emitem uma canção
Só pra mim

Me guias em meus passos,
Me cobres de carinhos e de safanões
E mesmo assim
Eu sei que depois de grande
Serás eternamente
Só pra mim

Àquela que me ama
Que me enxerga de verdade
Como sou

Nem que passe cem anos
Sei  que por mim olharás
E seus beijos molhados
E seu abraço apertado
E seu olhar de ternura
E sua voz com doçura
E seus cabelos de deusa
E suas canções de ninar
Viverão para sempre aqui

Nos meus beijos molhados
No meu abraço apertado
No meu olhar,
No meu jeito de ser

Em todas as coisas
Sempre existirá você:
                       Minha tão amada mãe.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

A ÚLTIMA VEZ



Incrédulos os meus ouvidos ficaram
Quando a sua boca, até então nua,
Desferiu-me o golpe mortal,
Confessando-me sua falta de amor.

Por segundos, todo o corpo estremeceu
Minha alma empalideceu
Meu coração, até então aquecido,
Esfriou,baqueou,ensandeceu.

Foi breve e longo
Aquele momento de adeus
E meus olhos mareados
Iriam vê-lo ali.
Seria aquela a derradeira,
Seria aquela a última vez.

terça-feira, 1 de maio de 2012

LINGUAGEM




Que não seja hipócrita em não aceitar só nos outros o que faço
E ostentar com orgulho uma perfeição inexistente
E assim ser um lobo com risos de hiena
Mantendo no rosto um sorriso delinquente

Que seja franco o que se diz amigo
E que o inimigo seja o verdadeiro falso
Sem trocas de papéis ou intenções
Que se assuma o que eu verdadeiro faço

E que assim engavete os lamentos
E respeite a linguagem dos meus olhos
Que são mais profundos nos sentimentos
Que minhas próprias palavras.

(Dimensões 2008)